Tratamentos em ambulatório

Os preços baratos, mas principalmente a falta de experiência dos terapeutas, costumam deixar os futuros clientes desconfiados quanto á qualidade dos atendimentos em ambulatório.

Os preços baratos, mas principalmente a falta de experiência dos terapeutas, costumam deixar os futuros clientes desconfiados quanto à qualidade dos atendimentos em ambulatório.

“O atendimento com professor Z é 150,00. Mas temos também atendimento em ambulatório com os alunos do curso.”  E nessa hora o cliente fica na dúvida: procurar outro lugar para ser atendido por um profissional já formado e experiente, ou submeter-se (servir de cobaia) a alunos ainda em formação e sem experiência, mas a um preço bem mais acessível?

Muitos clientes ficam receosos com relação a atendimento por profissionais ainda em formação, principalmente quando se trata de acupuntura. Mas não se engane: uma massagem mal aplicada também pode ter efeitos prejudiciais. Não digo isso para desestimular ninguém a obter tratamento por meio de alunos, mas apenas para lembrar que massagens não deixam de ter sua complexidade. Assim como a acupuntura requer que o terapeuta tenha um bom conhecimento de fisiologia e patologias energéticas e dos pontos de aplicação, técnicas de massagem requerem que o profissional tenha um conhecimento razoável de anatomia e “boas mãos”. Sem falar que em ambas as categorias os profissionais devem estar atentos às contraindicações aplicáveis.

E como ficam estas questões de contraindicações e conhecimentos necessários no caso de um tratamento por um aluno? Bem, nenhuma escola em sua sã consciência (pelo menos deveria ser assim) disponibilizaria atendimentos por meio de alunos sem que esses estivessem em um nível de formação adequado para tal. O aluno não aprenderá a sequência da massagem ou toque no ambulatório. O objetivo dos ambulatórios (assim como de estágios) não é meramente ensinar ao aluno, mas oferecer uma oportunidade de desenvolvimento/aperfeiçoamento técnico na prática. Todo curso de massagem que se preze tem aulas teóricas e práticas, nas quais os alunos praticam entre si e com os próprios professores para terem um feedback. O ideal nessas aulas práticas é que sejam simuladas (da maneira mais real possível) situações de atendimento para que o aluno se prepare para as eventuais dúvidas e incertezas que possam surgir. Isso ajudará a tornar o aluno mais seguro e confiante, características que sempre tranquilizam os clientes em relação ao nível de atendimento que será prestado.

Infelizmente, precisamos reconhecer, há escolas que não se preocupam muito com o fator qualidade, oferecendo formações “de balaio” e informações contraditórias aos alunos. Some a isso a possibilidade de haver alunos que estão ali apenas pela perspectiva de executar um trabalho que lhes forneça uma renda a mais, consequentemente sem muito foco em prestar um serviço dedicado e satisfatório.

Como proceder? Na dúvida, procure escolas conhecidas (como as que estão presentes em eventos. Isso você pode verificar no site das próprias escolas) ou obtenha indicação de amigos/parentes/conhecidos. E se você não tiver indicação de ninguém nem souber como procurar? Procure na internet com expressões-chave como “ambulatório de massagem” (e acrescente o nome de sua cidade). Ou ainda “escola de massagem…….” ou “curso de massagem…..”. Se o site não indicar, ligue e pergunte se eles oferecem atendimento em ambulatório. Aproveite para tirar dúvidas, como as relativas à supervisão dos alunos e seu nível de formação.

Não tenha medo: atendimento em ambulatório não significa atendimento necessariamente inferior. Naturalmente que há diferenças entre os profissionais prestando o atendimento (e mesmo entre os experientes há os menos satisfatórios). Mas não se permita desistir do tratamento por conta de um profissional. Se for o caso, peça para ser atendido por outra pessoa na próxima vez. A menos que haja outros fatores que contem para a desistência, como condições ruins de higiene local, falta de organização e etc.

Algo, porém, que você talvez deva verificar é se o atendimento é prestado em ambiente coletivo ou privado. Ou seja: se as macas são dispostas sem separação em um mesmo ambiente, ou se os clientes são atendimentos em ambientes com divisórias. Há pessoas que se incomodam em ficarem expostas a desconhecidos, não conseguindo relaxar e aproveitar a sessão. Ainda mais porque estarão com pouca roupa.

No mais, posso garantir (por experiência própria) que atendimentos em ambulatório podem, sim, oferecer bons resultados. Apenas procure atentar-se às dicas apresentadas e lembre-se de não iniciar tratamentos em véspera de final de semestre dos alunos, pois se verá obrigado a interromper o tratamento e reiniciar somente quando houver outra turma disponível. Isso afetará os resultados que obteve até o momento e o fará começar do zero novamente.

Silenciar para relaxar

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Por vezes é o terapeuta; por vezes é o cliente. Por outras vezes ainda são ambos. A sessão de massagem começa e tem início uma conversa que simplesmente se estende até o final do atendimento. O que acontece e por que isso deve ser evitado?

Como já foi mencionado em outro post, é essencial que haja antes do início uma avaliação com o cliente para que se saiba seu real estado de saúde e conferir se nenhuma contraindicação é aplicável. Algumas vezes, porém, essa conversa de avaliação é o gancho de que o cliente precisa para dar início a uma conversa que continua mesmo após estar deitado na maca recebendo o tratamento. Sabe-se que muitas pessoas procuram atendimento em massagem por “simples” questão de carência de toque. Para outros, no entanto, essa carência vai um pouco além, fazendo com que procure manter uma conversa com o profissional durante toda a duração da sessão. A conversa pode abranger desde algum acontecimento ocorrido ao longo do dia a questões bem mais pessoais, pois não raramente o profissional de massagem é tomando por um pseudo-psicólogo. E acredito que não seria exagerado até mesmo declarar que algumas pessoas desfrutam mais da conversa do que a própria massagem.

Por outro lado, às vezes quem puxa a conversa e a mantém é o próprio profissional. Eu mesma já passei por essa experiência. Ficava em silêncio, tentando dar a entender à pessoa que gostaria de ficar quieta, mas ainda assim o profissional insistia em falar. Há profissional que talvez pense que ao fazer isso esteja sendo simpático. Há outros que talvez pensem que isso não é muito problemático principalmente em sessões de caráter mais terapêutico, ou seja, para tratamento de dor.

Vivemos hoje em um mundo globalizado, mas onde simultaneamente as pessoas se isolam cada vez mais. Há muita troca de ideias virtual e pouco contato pessoal. Talvez há quem não veja maiores problemas em se falar durante a sessão ou deixar a pessoa falar, mas, sem querer ser cruel, não é nosso papel como massagistas puxar longas conversas com o cliente. Mas e se a conversa também ajudar o cliente a relaxar? Isso se torna um tanto inevitável quando ele(a) é um cliente regular, mas ainda assim deve-se estar muito atento a isso e limitar nossa atuação ao que nos compete (em outro post tratarei da questão do profissional de massagem como pseudo-psicólogo). Como massagistas (e não terapeutas holísticos, com os quais o cliente pode/tem uma abertura maior para conversar), nosso maior foco é o corpo. É o tratamento de dores causadas por fontes físicas ou emocionais manifestadas no corpo. Naturalmente que esse tratamento corporal atua também no sistema nervoso ajudando-o a relaxar, porém ainda estamos atuando a partir do nível físico.

Ao discutir sobre um problema durante a aplicação da massagem, você impede o corpo de relaxar porque fica concentrado na fonte que está gerando a tensão. E mesmo que a fonte da dor seja física (uma LER, por exemplo), o fato de estar falando, rindo ou outra coisa não permite que relaxe totalmente a região sendo manipulada.

No caso do profissional, um dos problemas envolvidos em se manter falando o tempo todo é perder o foco do que está fazendo. Ele(a) pode perder a noção de qual parte do corpo já trabalhou, de quantas vezes a manipulou ou até mesmo do que estava fazendo.

O que fazer para contornar a situação de conversa como cliente e profissional?

Se você é cliente, apenas informe ao profissional (seja antes ou durante a massagem) que deseja permanecer quieto durante a sessão para poder relaxar mais. Se você é o profissional, peça gentilmente ao cliente que evite conversar durante a aplicação para que possa desfrutar melhor do efeito relaxante. Mesmo que a pessoa não consiga relaxar por completo, ela certamente relaxará mais se permanecer em silêncio. Lembro de assistir um episódio da série Seinfeld, em que o personagem principal alega que conversa durante as sessões de massagem pois acredita que assim o profissional não ficará entediado. Se esse for o seu caso como cliente, posso assegurar que isso não é necessário. Raramente você encontrará um profissional de massagem que não gosta do que faz. E assim como você precisa relaxar, ele(a) precisa de foco para ter certeza de que isso (o seu relaxamento) aconteça.

Dores pós-massagem

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É comum sentir algum tipo de dor após uma sessão de massagem quando a tensão muscular é gerada por um acúmulo de tensão grande.

Neste post abordarei duas questões básicas em relação a dor: a dor pós-massagem e a “dor surpresa”, ou “alterações inesperadas”, que ocorre no dia seguinte ou no mesmo dia da massagem e que o cliente associa ao atendimento, mas que não tem conexão.

Primeiro: a dor pós-massagem.

Muitos clientes que chegam ao atendimento de massagem apresentam queixas de grandes dores que, em sua maioria, estão acumuladas. Infelizmente, as populações ocidentais ainda têm a cultura de deixar para resolver problemas e dores somente quando a situação está insuportável. O grande problema dessa cultura mental é que, dependendo do caso, algumas situações sequer podem ser revertidas totalmente ou resolvidas de imediato, que é o que a grande maioria deseja na verdade. Dores acumuladas em meses, por exemplo, não podem ser eliminadas em uma ou duas horas de massagem. Mas esse é assunto para outro post.

Ocorre que os clientes chegam com dores latejantes e intensas nos braços, nos ombros, nas pernas, nas costas, no pescoço e etc., que devido ao acúmulo podem já ter formando placas de tensão (cadeia muscular já toda enrijecida) ou nódulos grandes. E é fácil para o cliente sentir o nível de seu enrijecimento. Experimente você, cliente, automassagear a região na linha do ombro (músculo trapézio).  Você não terá a mesma sensibilidade de toque de um massagista profissional, mas com certeza poderá ter uma noção de como as coisas estão.  Alguns profissionais heróis ou simplesmente sádicos tentarão atender o desejo do cliente de eliminar a dor por completo, ou o máximo possível, logo na primeira sessão para não perdê-lo. Essa é uma atitude muito equivocada, principalmente no que diz respeito a dores intensas e de longo prazo. E posso dizer isso por experiência.

Certa vez, andava com dores muito fortes no pescoço e na região dorsal, nas costas. Por desconhecimento dos massagistas da região e sem indicação, agendei horário com profissional que atendia em uma academia. Ele foi simpático, mas falhou ao focar muito mais apenas uma das regiões doloridas. Falhou porque ignorou a outra região e porque acabou manipulando a primeira em excesso. Como resultado, saí da massagem sentindo ainda mais dor. E pude sentir essa dor minutos depois de sair. Naturalmente que nunca mais voltei lá. Mas você sabia que mesmo quando a técnica é aplicada devidamente você ainda poderá sentir dores? E que isso é normal?

O caso acima é diferente. Diferente porque tratou-se do excesso de manipulação em um único local. Mas é normal, sim, sentir dores após uma sessão de massagem por conta de fatores que mencionei anteriormente, como acúmulo de dores (o principal). Imagine que toda a linha do seu ombro, a região das escápulas e a base do pescoço estão incrivelmente tensos. A musculatura chegou a ter suas proporções alteradas visivelmente. Se do jeito que está você já sente dor, pense no que acontecerá quando houver pressão no local. Massagem não é carinho, quero dizer, os toques não podem ser muito leves, do contrário atuarão somente na pele, e não nos músculos. Verdade, porém, que a pressão não pode ser insuportável a ponto de fazer o cliente se agarrar à maca e fazer expressões de dor. Mas ele(a) deve saber que sentirá algum incômodo e que isso é natural. Devido à manipulação dessas regiões doloridas, é comum (e esperado!!!!) que o cliente sinta alguma dor no dia seguinte ou no mesmo dia. Essa dor, contudo, deverá desaparecer naturalmente. Se a dor não sumir, é o caso de o cliente entrar em contato com o profissional e verificar se está tudo bem. O mesmo também pode acontecer com, por exemplo, clientes de auriculoterapia. Os pontos na orelha podem permanecer doloridos durante todo tratamento, sendo isso absolutamente normal.

Segundo: a dor surpresa associada à massagem

Este é um ponto muito importante, porque algumas vezes pode implicar a perda do cliente. Vou contar uma experiência que ilustra bem este caso. Quando ainda era aluna do curso de auriculoterapia e estava atendendo no ambulatório de estágio, havia uma senhora idosa que há tempos era paciente e era atendida sempre pela mesma pessoa, nossa supervisora. Certo dia, foi solicitado que eu a atendesse. No tempo entre esse atendimento e o próximo, ela ligou para a escola aflita, porque desde o último atendimento havia parado de urinar e achava que isso tinha a ver com a terapia e com o fato de ter sido atendida por outra pessoa. Assim sendo, em sua próxima sessão voltou a ser atendida por minha supervisora. Em uma conversa, a supervisora me disse que o problema nada tinha a ver com a terapia ou comigo. Mas as coisas acontecem da seguinte maneira: se a única coisa fora da rotina da pessoa foi a sessão de massagem, sua tendência é sempre culpar a massagem (ou qualquer outra terapia). Muitas vezes acordamos com uma dor inesperada ou começamos a sentir incômodos inesperados ao longo do dia, sem ter a menor ideia da causa. Mas como houve uma massagem, fica muito mais fácil jogar a culpa na massagem. Há clientes que ligarão para perguntar qual é o problema, outros talvez esperem até a próxima sessão para comentar e há aqueles que não falarão nada nem retornarão.

Qual a melhor solução para os casos abordados aqui? Diálogo e informação. O profissional deve alertar o cliente sobre as possíveis reações à sessão e se mostrar disponível para dúvidas e problemas que surgirem; já o cliente deve entrar em contato com o profissional para esclarecer a questão e sempre, SEMPRE, informar suas condições de saúde de modo honesto para evitar efeitos colaterais desagradáveis. A pior coisa que alguém pode fazer contra seu bem-estar é mentir para si mesmo e ocultar informações no momento do atendimento. O profissional não está ali para julgá-lo, mas sim para ajudá-lo na obtenção de uma vida com melhor qualidade.

Pagar por massagem?

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Para qualquer terapeuta ou massagista, um dos comentários mais “surpreendentes” que alguém pode fazer é “por que pagar por massagem?”. E foi algo parecido com isso que certa vez chegou aos meus ouvidos. Um amigo me disse que um conhecido seu gostava de massagem, mas que não pagaria por isso. E talvez você ou outras pessoas que conheça também compartilhem essa forma de pensar. Isso representa um problema, mas suas causas são claras.

Primeiramente, vamos falar da parte problemática. As duas consequências diretas disso são desvalorização do profissional e do trabalho e a baixa procura por tratamentos por meio de massagem. Já que algumas pessoas (e são muitas) veem a massagem em geral como um “relaxamentozinho” fica difícil para o profissional cobrar um preço justo por seu trabalho. E, assim, ele(a) se vê concorrendo com e algumas vezes até perdendo clientes para pessoas de qualificação duvidosa, mas que cobram menos da metade do valor do profissional capacitado. É extremamente comum andar pela cidade, seja qual for, e ver salões de beleza e pseudo-clínicas de estética anunciando pacotes de massagem relaxante por 250,00. São 25,00 por sessão dos quais o profissional, com sorte, deve receber 10,00. Que tipo de profissional você acha que aceita trabalhar por 10,00 a sessão? Apenas dois: o incapacitado e o desesperado. Há lugares onde chega-se ao cúmulo de colocar cabeleireiras ou esteticistas que não têm formação nenhuma em massagem para atender. Mesmo que seja com quick massage (a massagem em cadeira), nada justifica isso. Mas se elas não fizeram curso algum, como podem atender? Simples! Alguma outra funcionária do salão (quando não a própria dona) dá um “treinamento” de meia hora ou uma hora da técnica. Pronto: você tem mais uma massagista e a qual poderá pagar uma miséria. Uma boa formação em massagem requer não somente tempo, mas bastante dinheiro. Para você ter uma ideia, há cursos menores prestados em finais de semana que chegam a custar 1.000. E o bom massagista, aquele que se adapta às necessidades de seus clientes, precisa conhecer algumas técnicas diferentes, sem contentar-se, por exemplo, com um curso técnico em massoterapia. Some à formação do profissional todo o material necessário para a aplicação da técnica, que você, sem dúvida, vai querer que seja de qualidade. E com que tipo de material você acha que um profissional de segunda qualidade vai atendê-lo? Eu, pessoalmente, já vi massagista aplicando massagem no corpo até com creme para ressecamento nos pés!

Falando da segunda consequência, quando se parte do conceito de que massagem serve apenas para relaxar e já que relaxamento (apesar de todo estresse que vivemos diariamente) ainda é visto como frescura ou algo próprio de quem tem maior poder aquisitivo, naturalmente que receber um atendimento com massagem esteja fora da lista de prioridade de qualquer pessoa, principalmente se ela(e) tiver condições de vida mais limitadas. Ao propagar a ideia de que massagem não é algo pelo qual se paga (mas que, de repente, se recebe de amigos, parceiros e etc.), realmente quem irá procurar os atendimentos?

Mas quais seriam os fatores responsáveis por este pensamento de que massagem não é algo digno de investimento?

Um dos fatores seria a falta de valorização da própria saúde e bem-estar. As pessoas, em sua maioria, estão dispostas a gastar com cigarros, bebida, fast food e etc., mas não com saúde. Se essas pessoas fizessem um cálculo do quanto perdem (e não investem) com itens superficiais mensalmente, veriam que poderiam, sim, investir em bens maiores. No entanto, essas mesmas pessoas percebem as coisas que fornecem prazeres mais imediatos ou que são alimentadoras de seus vícios como coisas mais compensadoras. Porque bem-estar, relaxamento, também fornece prazer. E um prazer com efeitos mais prolongados, benéficos e que ainda o deixam disposto para fazer todo o resto, pois sabe-se que sem saúde não se consegue fazer mais nada.

Um segundo fator é a falta de compreensão do alcance total de uma massagem, ou seja, de todos os efeitos que ela pode proporcionar. Muitos são os blogs, sites, páginas na internet que falam de massagem, porém,  parece que nada disso ainda deixou o público com uma certeza maior de por que fazer massagem, o que ela oferece e como funciona. Parte da culpa disso, também, se deve à insistência de alguns meios em divulgar massagem sempre como algo associado à imagem de spas, que são, afinal de contas, espaços destinados, em sua maioria, ao público de classes mais altas. Além da associação apenas à imagem de relaxamento, e um relaxamento sempre muito mal explicado e fundamentado. É preciso, como forma de captar mais clientes, passar a enfatizar mais o lado terapêutico da massagem. E a pessoa na situação de cliente deveria se permitir explorar mais esse lado das massagens como maneira até mesmo de não mais depender de medicamentos e se tratar de uma forma muito mais natural e prazerosa.

Um terceiro fator é que mesmo no que diz respeito a relaxamento, as pessoas não veem isso como algo importante. Mesmo diante dos estresses e tensões vividos diariamente nas grandes cidades (somados, claro, aos problemas pessoais), as pessoas ainda relutam em perceber a importância de relaxar. Talvez porque, assim como acontece com a massagem, elas não entendam seus efeitos ou nunca tenham experimentado situações de relaxamento que tenham sido satisfatórias o suficiente para que desejem mais; para que desejem buscar isso.

Mas no final das contas, por que, então, pagar por massagem?

1) porque é uma forma natural de ter bem-estar, saúde e qualidade de vida;

2)  porque ao receber a aplicação de um profissional, suas necessidades são melhor atendidas;

3) porque é uma maneira de desenvolver consciência corporal e descobrir pontos de tensão, tratando-os antes que gerem ainda mais tensão;

4) porque é uma forma de troca com outra pessoa, deixando-o mais aberto para o contato com outras pessoas;

5) porque é uma grande forma de prazer.

Pagar por uma massagem, por fim, é válido porque é uma das melhores maneiras de respeitar a si mesmo e aquilo que seu corpo “diz”. E é preciso sentir-se bem, pois do contrário nada mais andará bem.

Pense nisso. Fale com amigos e conhecidos seus que já receberam uma massagem e abra-se a esta experiência. Com um atendimento de qualidade e atencioso, ficará mais fácil você entender porque é, sim, justificável pagar por massagem.

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Quando você precisa mais do que a massagem

Seja nutricionista,psicólogo, ortopedista, fisioterapeuta ou outra especialidade, o massagista deve encaminhar o cliente para outro profissional quando necessário.

Seja nutricionista,psicólogo, ortopedista, fisioterapeuta ou outra especialidade, o massagista deve encaminhar o cliente para outro profissional quando necessário.

Uma das coisas mais normais no que se refere a atendimentos com massagem ou até mesmo outros tipos de terapias complementares (como auriculoterapia) é o profissional ser visto pelo cliente como multifuncional, ou seja, na posição de fornecer orientações em diferentes campos. Você, como profissional, se vê consultado para questões de nutrição, ortopedia, fisioterapia e psicologia; embora o papel que o cliente costuma projetar com mais frequência para o profissional seja o de psicólogo.

Por mais, porém, que possamos dar algumas orientações (nunca prescrições) em relação a alguns pontos, é imprescindível que o massagista/terapeuta seja ético e honesto o suficiente para encaminhar seu cliente para algum outro profissional quando necessário. Algumas vezes não se trata de “passar” o cliente para as mãos de outro profissional, mas perceber que ele(a) precisa complementar o tratamento atual com massagem com outro tipo de tratamento. Naturalmente que, dependendo do que se tratar, é preciso muita delicadeza para isso. Isso acontece principalmente no que se refere a encaminhar o cliente para tratamento psicoterapêutico.

Algumas vezes, contudo,  talvez seja necessário encaminhar o cliente para outro profissional de terapia complementar ou massagem devido a trabalhar com uma técnica que, ao seu ver, oferecerá melhores resultados para o que o cliente precisa. Por exemplo, você pode julgar que seu cliente de massagem poderá se beneficiar de um tratamento com acupuntura. Se você não trabalha com acupuntura, deveria indicar algum colega acupunturista ou, na falta de um colega para indicar, sugerir ao cliente que procure um. Se ele(a) não souber onde encontrar um bom profissional, você pode se oferecer para pesquisar.

Há, contudo, quem não indique outros profissionais por receio de perder o cliente. Médicos, inclusive, fazem isso. Alguns, em atitude de grande arrogância, sequer se mostram dispostos a interagir com outro colega de profissão para colaborar no tratamento do paciente. Mas será ético ver seu cliente (ou paciente no caso dos médicos) sofrer de maneira prolongada por um problema que poderia ser resolvido de maneira mais breve?

Durante meu estágio em ambulatório com auriculoterapia, nunca hesitei em, com delicadeza, sugerir a clientes com problemas de depressão, por exemplo, que buscassem ajuda com outro tipo de profissional mais competente. E nos eventos em que trabalhei com massagem e os clientes me perguntavam sobre seus problemas de coluna e musculares, tampouco hesitei em sugerir que procurassem se consultar com um ortopedista.

Como cliente, é importante que a pessoa entenda que massagem nem sempre é a saída milagrosa e encaminhamento para outro profissional não é de forma alguma indicação de incompetência do profissional. Trata-se acima de tudo de uma demonstração de preocupação pelo seu bem-estar e melhora.